SONO

Estiquei as horas do sono
Fiquei maior tempo ausente
Despertei como alguém acorda do coma
Sem saber em qual momento está

 
Notei que num canto da varanda
Surgira uma casa de abelhas
Que três novas rosas haviam desabrochado
Que na parede do banheiro fez-se uma trinca
Que sobre o móvel da sala havia poeira

Não fosse a travessa de madeira do alpendre
Apoiada sobre a pilastra
Cuja lateral abriga o jardim 
E a estante estarem habituadas 
À casa num mesmo lugar onde durmo
Nem teria notado

Dormir é o prenúncio da morte
Eu continuarei dormindo
Até que não mais acorde e nem note


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