Crenças de luxo 🔴
Dava muito trabalho e custava muito ostentar um estilo de vida exclusivo e ao menos aparentemente nobre; agora basta aderir a causas aparentemente nobres como: “Black Lives Matter” ou levantar uma bandeira progressista qualquer (quaisquer diversidades). Achar a Greta Thunberg “do caramba” já é um bom começo. Basta sinalizar virtude para parecer um ser humano melhor e mais engajado (mais preocupado com as classes menos favorecidas).
O problema é quando a dissonância cognitiva deixa a diferença entre o que se pensa e o que se fala transparecer, ficando óbvio que a ostentação de uma bandeira progressista é resultado de uma elite culpada, pedágio intelectual ou o preço para pertencer a uma turminha. Transpondo todas as barreiras, é muito mais acessível frequentar o clube exclusivo e imaginário das “pessoas inclusivas e empáticas”.
As crenças de luxo são o novo passaporte de livre acesso a este clube que confere “status” social. Entretanto, o preço comportamental é alto. Como nas máfias, é impossível sair sem algum estrago. Cancelamento, perda de patrocínios, perda de seguidores e isolamento social são as retaliações mais imediatas (antes reservadas aos inimigos).
Justiça seja feita àqueles que realmente atuam naquilo que pregam. É muito difícil um idiota útil ou uma vítima da doutrinação escolar persistir com as crenças de luxo quando chegam suas primeiras contas de luz, água, aluguel etc. Tudo isto, considerando, é claro, a honestidade.
Tão útil como um colar de pérolas é fingir que sente pelas crianças da África; eficaz como o bracelete de ouro é levantar um cartaz contra o derretimento das geleiras do Ártico; e tão transformador quanto a ostentação de um anel de diamantes é protestar contra as queimadas na Amazônia. O paroxismo da inútil, porém visível demonstração de virtude é a genuflexão contra o racismo. É claro que as pautas ambientais e humanitárias são legítimas quando reais, mas é claro que a mera ostentação dessas bandeiras viraram a nova moeda, como a Bitcoin ou a cota de carbono.
Adotar uma ou mais crenças de luxo traz o conforto do pertencimento e “estar bem na fita” e, andando na linha, evita cancelamentos.
Bens materiais ficaram acessíveis, portanto ineficazes para distinguir sinais de riqueza. Enquanto a ralé se preocupa com saneamento básico, uma pracinha cuidada e água potável, os novos (e velhos) ricos reivindicam banheiros trans, defendem pautas ambientais e humanitárias inalcançáveis.
“Salvem as baleias”.
O problema é quando a dissonância cognitiva deixa a diferença entre o que se pensa e o que se fala transparecer, ficando óbvio que a ostentação de uma bandeira progressista é resultado de uma elite culpada, pedágio intelectual ou o preço para pertencer a uma turminha. Transpondo todas as barreiras, é muito mais acessível frequentar o clube exclusivo e imaginário das “pessoas inclusivas e empáticas”.
As crenças de luxo são o novo passaporte de livre acesso a este clube que confere “status” social. Entretanto, o preço comportamental é alto. Como nas máfias, é impossível sair sem algum estrago. Cancelamento, perda de patrocínios, perda de seguidores e isolamento social são as retaliações mais imediatas (antes reservadas aos inimigos).
Justiça seja feita àqueles que realmente atuam naquilo que pregam. É muito difícil um idiota útil ou uma vítima da doutrinação escolar persistir com as crenças de luxo quando chegam suas primeiras contas de luz, água, aluguel etc. Tudo isto, considerando, é claro, a honestidade.
Tão útil como um colar de pérolas é fingir que sente pelas crianças da África; eficaz como o bracelete de ouro é levantar um cartaz contra o derretimento das geleiras do Ártico; e tão transformador quanto a ostentação de um anel de diamantes é protestar contra as queimadas na Amazônia. O paroxismo da inútil, porém visível demonstração de virtude é a genuflexão contra o racismo. É claro que as pautas ambientais e humanitárias são legítimas quando reais, mas é claro que a mera ostentação dessas bandeiras viraram a nova moeda, como a Bitcoin ou a cota de carbono.
Adotar uma ou mais crenças de luxo traz o conforto do pertencimento e “estar bem na fita” e, andando na linha, evita cancelamentos.
Bens materiais ficaram acessíveis, portanto ineficazes para distinguir sinais de riqueza. Enquanto a ralé se preocupa com saneamento básico, uma pracinha cuidada e água potável, os novos (e velhos) ricos reivindicam banheiros trans, defendem pautas ambientais e humanitárias inalcançáveis.
“Salvem as baleias”.
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