SONETO DE SAUDADE

Passei tantos anos peneirando areia
Retirando a sujeira jogada na praia
Rastelando retalhos de algas sargaços
Pedaços de plástico e madeira

Às vezes não se podia esvaziar a lixeira
Havia tralhas que não queriam ser desfeitas
Restos de tudo abandonado sem dó
Mas que serviam de alguma maneira

Como se estivesse abanando sentimentos
Limpo agora as saudades do coração
Rastreio palavras renasço esperanças

De no árduo deserto da árida inspiração
Voando no passado mil pensamentos
Ver fluir em versos tão doces lembranças 


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