UM POEMA SOBRE NADA
Fico imaginando um poema sobre nada
Para que não perfure ou ame
Não faça loucura alguma
Não respingue nem cause
Tampouco estrague ou arda
Mas quais palavras ousariam descrever
O amorfo da sintaxe
A ponto de não ter sentido nem ser lido
Para que o risco não valesse?
O bom seria não chegasse até os teus olhos
Mas a culpa é da solidão que o nasce
E nem quis saber por que o faz fugir dos dedos
Ouvi dizer que muito além do final
Existe no vácuo da pagina o coerente
Engolidor de versos feios cheios de falácias
Mas estou crente de que além da poesia
Somente o que há são sentimentos
Segredos e audácias
Talvez nem quisera eu que me lesse
Mas agora é tarde e danem-se os meus medos
www.psrosseto.webnode.com
Para que não perfure ou ame
Não faça loucura alguma
Não respingue nem cause
Tampouco estrague ou arda
Mas quais palavras ousariam descrever
O amorfo da sintaxe
A ponto de não ter sentido nem ser lido
Para que o risco não valesse?
O bom seria não chegasse até os teus olhos
Mas a culpa é da solidão que o nasce
E nem quis saber por que o faz fugir dos dedos
Ouvi dizer que muito além do final
Existe no vácuo da pagina o coerente
Engolidor de versos feios cheios de falácias
Mas estou crente de que além da poesia
Somente o que há são sentimentos
Segredos e audácias
Talvez nem quisera eu que me lesse
Mas agora é tarde e danem-se os meus medos
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