Fogo, Água, Terra, Ar
Foi-se o sol, porém é dia
A lua ofusca, atormenta, inibria
Ruídos, passos, uivos, uma cotovia?
A gota que cai do beirado, a maresia.
É noite, no entanto é dia.
Não sei quem és, mostra-te, aparece
A tua presença entorpece
Mas é falsa, engana, não aquece
Tenho frio, ouço um piar - será uma prece?
Quem és? Revela-te, aparece!
És afinal uma ilusão, és nada.
Vejo-te, sinto-te, mas estou cansada
De só te ver e sentir, deslumbrada,
E neão te ter nem tocar, não saciada.
És fogo, água, terra, ar? Não. És nada.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palco revisitado
A palavra não se livra do que ela é tem compromisso com o que diz e rediz, e não raro se desdiz de ser um amor desviado amor de cansaço …
Darlan de Matos Cunha
CORAÇÃO ! (soneto)
CORAÇÃO ! (soneto)
Meu amigo, companheiro, coração
Estás cansado de tanta luta, ilusão,
…
Armando A. C. Garcia
Estrada
Permaneço na estrada:
diz-se longa, outras, curta.
Ao longo...
depressa, perto, sem pressa.
Ao longe, sem demoras, fa…
Avidaamar
A postos
A postos, a pergunta surge como se alheia à situação entre o talvez e o não: Em que posso ajudar ? Ainda tens hora de chegar ? A posto…
Darlan de Matos Cunha