QUANDO VAI EMBORA MORRE A LEMBRANÇA
Não queria escrever tristezas
Mas esta tem me abastado
Apegou-me com cruezas
E a minha alma tem assolado.
Salta um dia, outro dia volta
Mais voraz ao coração encosta
Armas da morte traz como escolta
E te impõe o sofrer como ela gosta.
Vem por palavras e gestos tortos
Duma maldita boca ávida
Como vermes nos corpos mortos
Que roem a putrefata carne grávida.
Deixando apenas os ossos e os cabelos
Como imundícies nos sepulcros
Que recebem dos que choram seus apelos
Contudo os bichos são os veros fulcros.
Quando vai embora morre a lembrança
Todavia num coração sepultado vivo
Numa urna cheia de perseverança
Na esperança de um ato abortivo.
12/06/2022 Erimar Lopes
Mas esta tem me abastado
Apegou-me com cruezas
E a minha alma tem assolado.
Salta um dia, outro dia volta
Mais voraz ao coração encosta
Armas da morte traz como escolta
E te impõe o sofrer como ela gosta.
Vem por palavras e gestos tortos
Duma maldita boca ávida
Como vermes nos corpos mortos
Que roem a putrefata carne grávida.
Deixando apenas os ossos e os cabelos
Como imundícies nos sepulcros
Que recebem dos que choram seus apelos
Contudo os bichos são os veros fulcros.
Quando vai embora morre a lembrança
Todavia num coração sepultado vivo
Numa urna cheia de perseverança
Na esperança de um ato abortivo.
12/06/2022 Erimar Lopes
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