💥 Por que deixei de assistir à Globo
O título é falso, pois vejo os jogos de futebol. Tirando as denúncias de interferência nos resultados, as partidas não são realizadas pela empresa de comunicação. Então, não vejo e não sinto falta de qualquer produto da emissora.
Há alguns anos, troquei qualquer programa da televisão aberta por “produções” do YouTube. Parece que apenas sigo uma tendência. Pelo que tudo indica, a TV aberta está em processo avançado de extinção. Sim, os altos custos com estúdio, câmeras, apresentadores, repórteres etc foram superados por alguém que liga a filmadora do celular e dá sua opinião e exibe “prints” e vídeos com uma liberdade que William Bonner desconhece.
Não à toa, a chamada velha mídia, numa tabelinha com o Superior Tribunal Federal (STF), apelidou quase tudo o que é produzido na internet de “fake news”. Os termos em inglês nunca foram usados para designar “notícia falsa”, como é a real tradução, mas para estigmatizar tudo o que não pode ser dito ou o que, simplesmente, não se quer ouvir.
A velha mídia sempre mentiu sem concorrência e sem ser importunada. O monopólio da mentira já produziu pérolas: Boimate e o caso Escola Base, por exemplo. Ninguém quer consumir inverdades. Sem subestimar o consumidor de notícias, cada um possui o discernimento e a obrigação de descartar o que é exibido com a finalidade de desinformar ou, deliberadamente, mentir.
Como cantava Raul Seixas: “Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz”. Aproveitando-se de que o brasileiro só lê as manchetes, é aí que o jornalista aproveita para distorcer os fatos. Com um jogo de palavras, que só quem domina o idioma consegue, o escritor engana na manchete e informa a verdade somente nas colunas. Esta artimanha é colocada em prática sem explicitar a mentira. Atualmente, a tática é adotada sem qualquer cuidado, ou seja, mentem “na cara dura”. A combinação “mentira” e “veículo de credibilidade” geram a desinformação. São as redações transformadas em diretórios acadêmicos, e os jornalistas, militantes.
Cresci assistindo às programações da Globo, acreditando que o Jornal Nacional apresentava a verdade. Passei décadas sendo enganado e me contentando com o “Boa noite” do Cid Moreira e demais apresentadores. Hoje, não sinto dó quando gritam: “Globolixo”.
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