La Flâneur Mélancolique
"Tout le malheur des hommes vient d'une seule chose, qui est de ne savoir pas demeurer en repos, dans une chambre."
— Blaise Pascal
Caminhei por cafés belgas, calçadas
Que luziam de todos os lugares;
Ali do frenesi que saia dos bares
As turbas se achavam alvoroçadas.
Vadias e medíocres a gargalhar,
Do fumo o tédio pela noite se alçava;
Tentava coisa alguma despertar,
De obscenas emoções, nada esboçava.
Eu, sozinho, de volta caminhei,
Para um pensionato, meu recinto,
Que por solidão e tédio desprezei.
Santa alcova de boa venturança!
Dentre multidões hoje nada sinto...
Só poetas mortos — dão-me esperança.
— Blaise Pascal
Caminhei por cafés belgas, calçadas
Que luziam de todos os lugares;
Ali do frenesi que saia dos bares
As turbas se achavam alvoroçadas.
Vadias e medíocres a gargalhar,
Do fumo o tédio pela noite se alçava;
Tentava coisa alguma despertar,
De obscenas emoções, nada esboçava.
Eu, sozinho, de volta caminhei,
Para um pensionato, meu recinto,
Que por solidão e tédio desprezei.
Santa alcova de boa venturança!
Dentre multidões hoje nada sinto...
Só poetas mortos — dão-me esperança.
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