Terrena jornada
latifundiária de si
a terra nem acredita
das cercas que a consomem
em larga investida
e nos contrafortes
dissemina-se em ondas
inventando defesas
em desatada vergonha
a terra amarga os dias
e nem lembra de que sonha
essas nesgas do futuro
em que estará risonha
a terra nem acredita
das cercas que a consomem
em larga investida
e nos contrafortes
dissemina-se em ondas
inventando defesas
em desatada vergonha
a terra amarga os dias
e nem lembra de que sonha
essas nesgas do futuro
em que estará risonha
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Why bother
Why do I bother breaking myself down Chasing the dark while the sun wears a crown I let my health slip I let it decay Guess I’m my own st…
Aldo gabbay kraas
na ordem dos dias
Se o texto sai numa ambulância, como se o parto difícil atordoasse todo o entorno, melhor, como se não lhe dissesse respeito, a retração …
Darlan de Matos Cunha
Palmeira Juçara
O meu coração é coração de palmeira
quando se trata de revolução.
Queira ou não, a primeira revolução
se começa com a barriga c…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
lugares sem chão
o trevo ali está dividido em várias dúvidas: a encruzilhada chama sem nada mostrar de seus intentos contra a tua sanidade enquanto …
Darlan de Matos Cunha