CHORAR EM SILÊNCIO...
Chorar em silêncio. . .
Calar o peito, remoer saudades,
Fechar-se em copas num autismo insano,
Não mais fiar em felicidades
E consumir-se no cotidiano.
Chorar em silêncio. . .
Negar aos viciados olhos do universo
A satisfação de ver um movimento
De desprezo à dor e ao sofrimento.
Manter à sombra um coração disperso
E marchar rumo ao futuro a passo lento.
Chorar em silêncio. . .
Ao apagar das luzes, ao cair o pano,
Rir dos aplausos da plateia cega
Que põe na falsidade das cenas
A realidade que ela mesma renega!
Chorar em silêncio. . .
Olhar à volta e assistir atónito
Ao remoinho de mensagens bélicas
Surgindo das mais sutis essências,
Descendo à Terra em formas angélicas
Violando o fundamento das ciências.
(Mauricio Mariano)
Calar o peito, remoer saudades,
Fechar-se em copas num autismo insano,
Não mais fiar em felicidades
E consumir-se no cotidiano.
Chorar em silêncio. . .
Negar aos viciados olhos do universo
A satisfação de ver um movimento
De desprezo à dor e ao sofrimento.
Manter à sombra um coração disperso
E marchar rumo ao futuro a passo lento.
Chorar em silêncio. . .
Ao apagar das luzes, ao cair o pano,
Rir dos aplausos da plateia cega
Que põe na falsidade das cenas
A realidade que ela mesma renega!
Chorar em silêncio. . .
Olhar à volta e assistir atónito
Ao remoinho de mensagens bélicas
Surgindo das mais sutis essências,
Descendo à Terra em formas angélicas
Violando o fundamento das ciências.
(Mauricio Mariano)
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