TARDES BRANCAS
Sempre que as horas se descrevem pálidas
Octas do céu unem-se às suas nulidades sorrateiras
É como se os espíritos desprendessem da terra
E pairassem nas nuvens gélidas enciumando as estrelas
A tarde - essa efêmera polida de sandálias brancas
Pisa o profundo e deixa rastros nas veias
Profusamente passa de propósito e de encalço
Mas passeia tão leve como se nem adensasse
Peso algum sobre o cansaço do mundo
Apenas sobre nosso tempo e anseios
Suas sandálias brandas imitam tiras de couro
Presas por fivelas plásticas em fios de prata
Claras do ovo em neve da Antártida
Cores despidas das velas acesas
Tao ligeiras são as suas pernas
Tão névoas são as suas penas
Brancas e suaves também as suas meias
Hoje ainda domingo iludimo-nos
Nunca saberemos dos mistérios que a noite prescreve
Nem a quem de nós deixará vivo para as próximas feiras
psrosseto.webnode.com
Octas do céu unem-se às suas nulidades sorrateiras
É como se os espíritos desprendessem da terra
E pairassem nas nuvens gélidas enciumando as estrelas
A tarde - essa efêmera polida de sandálias brancas
Pisa o profundo e deixa rastros nas veias
Profusamente passa de propósito e de encalço
Mas passeia tão leve como se nem adensasse
Peso algum sobre o cansaço do mundo
Apenas sobre nosso tempo e anseios
Suas sandálias brandas imitam tiras de couro
Presas por fivelas plásticas em fios de prata
Claras do ovo em neve da Antártida
Cores despidas das velas acesas
Tao ligeiras são as suas pernas
Tão névoas são as suas penas
Brancas e suaves também as suas meias
Hoje ainda domingo iludimo-nos
Nunca saberemos dos mistérios que a noite prescreve
Nem a quem de nós deixará vivo para as próximas feiras
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