Alma bandida
Meu coração está vazio.
Vazio de sentimentos.
Meu coração está seco.
Será pó em algum momento.
Meu coração está mudo.
Não mais o sinto bater.
Meu coração está frio.
De amargura vai tremer.
Sol poente, chão de terra.
Nuvens no céu de algodão.
Meus atalhos, descaminhos.
Vou buscar a solidão.
Nenhum riacho ouvi,
sua água oferecer...
A sede de amor nos mata!
Por ela talvez, vá morrer.
Minha alma está rasgada.
Foi a lamina da falsidade.
Minha alma está doída.
Dor não se vê, na verdade.
Minha alma é fugitiva.
Atrás dela eu não sigo.
Minha alma é bandida.
Nem ela, quer ficar comigo!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*