MESMICE

Novamente a lua dá seu ar da graça
Laranja aveludada no horizonte
Por mim eu desinventava as demais fases
Deixava esta em que surge imensa
Transtornada em poema todos os dias

Apesar da resiliência gosto muito da mesmice
Sempre vi no meu quintal os mesmos passarinhos
Ciscando como bem conhecessem a rotina
De que o entorno do tempo envelhece
No contorno e às voltas dos caminhos

O que nos alenta ou atormenta
A vida inventa entre as certezas do dilema
Vou sozinho dançar a valsa da noite
Com o melhor dos companheiros
Como sábio bailarino da melhor das companhias

Com alguns leves traços
Eu consigo desenhar você e até posso descrever a lua
Mas não faço inverso
Pois afeto é algo como casca polpa e semente
Pura cumplicidade para que algo novo
Brote e de novo se reinvente sozinho

Amor e lua são propriedades de outrem
Também minha e sua
De hoje ontem ou de ninguém feito um verso


psrosseto.webnode.com
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