🔴Pode isso, Arnaldo?
Jair Bolsonaro foi ao ‘Flow Podcast’. A entrevista, que durou mais que 5 horas e, nesse momento, chega em 10 milhões de visualizações, provavelmente, foi estudada e sinalizada pela equipe de campanha como algo que poderia ser muito positivo para a imagem, porque dialoga com um público que só liga a televisão para assistir às séries em “streaming”. O tiro também poderia sair pela culatra. Não foi isso o que aconteceu. Pelo contrário, o presidente conseguiu mostrar o que antes alguns canais de televisão e jornais tentavam esconder, e só a “bolha” (bolsonaristas) enxergava. Na saída, devido o assédio da molecada, tenho certeza, a “bolha” estourou. E o Lula fracassará seu golpe nessa turma que desconhece o Mensalão e o Petrolão.
Igor, entrevistador e sócio do ‘Flow’, deu uma “aula”, a qualquer jornalista, de como questionar um político — principalmente o controverso Bolsonaro. Ele foi incisivo, mas não ofensivo, Igor abordou temas polêmicos e extraiu respostas reveladoras e sinceras. O que vemos, quase sempre, são jornalistas militantes agressivos com Bolsonaro e bajuladores com Lula.
Em igual estratégia, Lula, mais uma vez em ambiente controlado, transformou um ‘podcast’ em palanque, e os entrevistadores em plateia abobada e meros bajuladores. Contudo, como este outro ‘podcast’ obteve uma audiência muito mais baixa o estrago não foi tão abrangente.
Com este ousado passo do ‘Flow’, o formato ‘podcast’ ganha maturidade e se consolida como importante meio de comunicação. Se antes se restringia a um bando de moleques chapados de álcool e maconha “jogando conversa fora” com “influencers”, agora eles se comportam como quem fala, literalmente, para milhões de pessoas. Mas a informalidade, que é a boa característica do ‘podcast’, continua.
O ‘Flow’ (Igor) não chega a ser um território hostil, tampouco se classifica como zona de conforto; preciso é encará-lo como “isentão”, ou seja, aquele que não se considera nem “de direita” nem “de esquerda”. De certa forma, e utilizando uma linguagem apropriada ao Capitão, ele estourou o cativeiro e libertou algumas almas.
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