Podes
Podes pintar de negro as flores de primavera
rasgar todas as cartas
queimar livros e recordações.
Podes fazer do mar um enorme deserto de sal
inventar palavras novas para dizer tristeza e saudade.
Podes abolir as manhãs de domingo
apagar do céu o brilho do luar
enganar a pele e dizer que é de frio
o arrepio que julgava ser de paixão.
Podes deixar de ser
e fazer com que tudo à tua volta
não seja e
não exista.
Podes fingir que é um jardim colorido
o monte de terra seca que te suja os sapatos.
Podes ficar ou partir
regressar ou permanecer.
Podes esperar ou desistir.
Podes fazer tudo o que quiseres
e até podes não fazer nada.
Só não podes apagar o amor.
rasgar todas as cartas
queimar livros e recordações.
Podes fazer do mar um enorme deserto de sal
inventar palavras novas para dizer tristeza e saudade.
Podes abolir as manhãs de domingo
apagar do céu o brilho do luar
enganar a pele e dizer que é de frio
o arrepio que julgava ser de paixão.
Podes deixar de ser
e fazer com que tudo à tua volta
não seja e
não exista.
Podes fingir que é um jardim colorido
o monte de terra seca que te suja os sapatos.
Podes ficar ou partir
regressar ou permanecer.
Podes esperar ou desistir.
Podes fazer tudo o que quiseres
e até podes não fazer nada.
Só não podes apagar o amor.
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