Textos que habitam as ondas

E sabem ao sal das maresias,

Provocam o riso das conchas;

Dos cardumes, são doce empatia.

No passar pelo frio das águas,

Depuram-se tristezas e mágoas.

Guardam-se segredos e enredos.

As letras nadam na corrente 

E a espuma lambe as pedras;

Húmidas e escassas que beijam,

Em ensejos de graça e quimeras. 

Não fosse o som de uma gaivota,

Tudo pareceria um mar das frases,

Capazes, perdidas e sem rota...


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