Encéfalo Altar
Eu cultuo minhas ideias
Eu adoro estas imagens,
em espírito e em verdade
Há uma vela acesa no Templo do Ócio
Eu assumo que sou idólatra
Ergui altar de pedras cortadas pelo Sol
para saudar as minhas
divindades pessoais,
meus santos subjetivos,
minhas sinapses essenciais
Uma epifania — pensar meus pensamentos
O templo é circular, não tem portas nem saídas
Rezar em língua portuguesa demora
Chorar meus ancestrais
que estão noutro céu d’outro alfabeto
Assumo que sou idólatra
Assumo que deus sou eu
Minhas ideias bebem dos meus sangues
Eu as cultuo em minhas preces
Eu mesmo me abençoo e de deifico
Uma vela acesa no templo ditoso,
meu hipocampo e lobo temporal
Eu cultuo minhas ideias em língua portuguesa,
dentro deste vão de naus naufragadas
Um dia ascenderei e serei mais caboclo,
mais tupi no pensar, quem sabe menos luso
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski