O ESPAÇO CONFUSO DAS MÃOS
Entre a ausência
e o desespero,
não permite que coisa alguma desvie a atenção.
Adquiriu o hábito de permanecer
encostada nas paredes, me observando,
me atribuindo
desejos, sombras
agarradas
aos meus lábios,
à minha inexatidão.
Às vezes, se debruça no meu corpo,
neste corpo que não se satisfaz
com os animais em torno da mesa
e se perde dentro da noite,
enquanto ela fala.
e o desespero,
não permite que coisa alguma desvie a atenção.
Adquiriu o hábito de permanecer
encostada nas paredes, me observando,
me atribuindo
desejos, sombras
agarradas
aos meus lábios,
à minha inexatidão.
Às vezes, se debruça no meu corpo,
neste corpo que não se satisfaz
com os animais em torno da mesa
e se perde dentro da noite,
enquanto ela fala.
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