Temo a morte, não porque seja ingrata, 
não porque seja triste.

Temo a morte, não porque seja crua, 
não porque seja justa.

Temo a morte, mas temo mesmo com temor descomunal,
com temor sepulcral, não porque não seja a minha...

Mas temo a morte, porque temo que o amor que por ela tenho,
o súbito amor que por ela tenho, não seja jamais correspondido. 


Robson Vieira
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