Quanto dó há em ver uma paisagem apenas uma vez e não poder fotografar.

Quanto dó há em sentir algo apenas uma vez e confundi-lo com um sonho. 

Quanto dó há em não marcar a página do livro e fechá-lo para sempre.

Quanto dó há em desejar ser eterno mas contentar-se em ser apenas uma fina e pálida fatia de um momento indesejado.

Não te importa em ser ruído errante?

Robson Vieira
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