ESSE OUTRO CANTO

Os berros do poder vão silenciando
Zunindo mais abaixo enquanto o soluço passa
As línguas desinflamando no lamber dos dentes
Os lábios contem escapar os hálitos imprudentes

Os módulos mastigando números involuntariamente
Ainda remoem e respingam e babam na grama verde
Porquanto quem dormia espreguiça e desamarra
As vozes ficam amenas no passar das horas

Talvez rearmem e uma ou outra rês desgarre
Mas a aurora traz de volta o perfume da democracia
Quem sabe a nação se torne mais país um dia 

É preciso matar a fome e saciar a sede
Por isso é que esse outro canto renovando entoa 
Aquilo que o sonho de um novo tempo pede



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