GAL ENLUARADA
Por ela enamorando a cidade
Aguardava-a de garrafa aberta
Descalça na calçada da rua
Surgir na janela da esquina
Trazia perfumes de nuvens
Entre as melodias do vento
Voraz cheiro de maresia
Enquanto a maré insensata
Travessa revolta inconstante
Vazava e a seu tempo subia
Davam-me nós de tempestade
Destes que suplicam por colo
Onde os raios fugidios
Estrondam e se jogam ao solo
Feito birrenta menina
Trinando por pura arredia
E após os agueiros rebeldes
Em horas incertas das noites
Sedutora acesa ela vinha
Revestida de penumbra e sorte
Banhar-se inteira em meu vinho
Enquanto a cidade dormia
E de novo ao encher minha taça
Sua voz será sempre um abrigo
Tombando de ansiedade e graça
Enluarada se deita comigo
psrosseto.webnode.com
Aguardava-a de garrafa aberta
Descalça na calçada da rua
Surgir na janela da esquina
Trazia perfumes de nuvens
Entre as melodias do vento
Voraz cheiro de maresia
Enquanto a maré insensata
Travessa revolta inconstante
Vazava e a seu tempo subia
Davam-me nós de tempestade
Destes que suplicam por colo
Onde os raios fugidios
Estrondam e se jogam ao solo
Feito birrenta menina
Trinando por pura arredia
E após os agueiros rebeldes
Em horas incertas das noites
Sedutora acesa ela vinha
Revestida de penumbra e sorte
Banhar-se inteira em meu vinho
Enquanto a cidade dormia
E de novo ao encher minha taça
Sua voz será sempre um abrigo
Tombando de ansiedade e graça
Enluarada se deita comigo
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