Ano Novo
Num céu que derrama chamas
e estampidos de transformação declamam
um novo começo
o fim do velho ano
o princípio de outra época
o morador de rua continua com frio
as crianças seguem
pedindo pão
no sinaleiro
os viúvos choram com
a perda dos amantes
as dificuldades permanecem
as mesmas de
ontem
mas por um breve
momento queremos
acreditar que elas
acabaram ou
pelo menos
esquecê-las
até a semana
seguinte e
não nos culpo
porque afinal
somos fracos demais
para aceitar o
que nos machuca
e loucos demais
por continuar olhando
à frente sempre sem
duvidar da transformação
e é por isso que eu
amo o
homem e é
por isso que
eu acredito no
homem.
e estampidos de transformação declamam
um novo começo
o fim do velho ano
o princípio de outra época
o morador de rua continua com frio
as crianças seguem
pedindo pão
no sinaleiro
os viúvos choram com
a perda dos amantes
as dificuldades permanecem
as mesmas de
ontem
mas por um breve
momento queremos
acreditar que elas
acabaram ou
pelo menos
esquecê-las
até a semana
seguinte e
não nos culpo
porque afinal
somos fracos demais
para aceitar o
que nos machuca
e loucos demais
por continuar olhando
à frente sempre sem
duvidar da transformação
e é por isso que eu
amo o
homem e é
por isso que
eu acredito no
homem.
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