SEM AMARRAS
Desfiz as amarras da vida
E ela saiu a navegar,
Levantei velas, tracei o mapa,
E outros portos vou buscar.
Estava parado, pronto para zarpar,
Mas ficava esperando cético
O momento certo chegar,
Chegava a ser patético...
Um dia percebi, felizmente,
Que na vida nada é certo,
A não ser a morte, inclemente.
Então me deixei aberto.
Fui para dentro de mim,
Fiz uma busca minuciosa,
Precisava me encontrar
Era uma jornada preciosa.
E bem lá no fundo eu me vi,
Com medo de me mostrar,
Por muito tempo fiquei ali
A me sufocar.
Então me estendi a mão,
E com força me puxei,
Era o eu verdadeiro
Que estava fora do coração.
Depois desse encontro,
Precisei aprender a dizer alguns nãos.
Eles eram tão doídos
Que me jogavam ao chão,
Me acostumei a ser capacho
A não ouvir meu coração,
Eu era dominado
Pela inação.
Acordei, graças a Deus!
E foi uma libertação,
Eu joguei fora os grilhões,
Me guiei com minhas próprias mãos.
Encontrei a felicidade,
Que estava reprimida,
Eu vivia os sonhos alheios,
Não tinha minha vida...
E ela saiu a navegar,
Levantei velas, tracei o mapa,
E outros portos vou buscar.
Estava parado, pronto para zarpar,
Mas ficava esperando cético
O momento certo chegar,
Chegava a ser patético...
Um dia percebi, felizmente,
Que na vida nada é certo,
A não ser a morte, inclemente.
Então me deixei aberto.
Fui para dentro de mim,
Fiz uma busca minuciosa,
Precisava me encontrar
Era uma jornada preciosa.
E bem lá no fundo eu me vi,
Com medo de me mostrar,
Por muito tempo fiquei ali
A me sufocar.
Então me estendi a mão,
E com força me puxei,
Era o eu verdadeiro
Que estava fora do coração.
Depois desse encontro,
Precisei aprender a dizer alguns nãos.
Eles eram tão doídos
Que me jogavam ao chão,
Me acostumei a ser capacho
A não ouvir meu coração,
Eu era dominado
Pela inação.
Acordei, graças a Deus!
E foi uma libertação,
Eu joguei fora os grilhões,
Me guiei com minhas próprias mãos.
Encontrei a felicidade,
Que estava reprimida,
Eu vivia os sonhos alheios,
Não tinha minha vida...
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