INDULGÊNCIA

Não está no pó 
Nas cinzas 
O teu valor

Teu valor não mora na vulga matéria que se desfaz
Nem no produto que se compõe risível
No entorno das tuas razões

O valor que tu tens 
Mora num lugar visível aos espíritos que te cercam
Longe dos bens passageiros
Para que não se percam
Na geleira das tuas inseguras mãos 

Nenhuma matéria perpetua
Nem perpétua é a sabedoria
Que se converte na tua frágil figura

Se te banhas o corpo nestas águas puras
Lava de verdade a alma
Criatura



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