A aranha tece a teia
Eu o poema
Há milênios fazendo-a perfeita
Eu aprendendo
Todos os pequenos bichos se
enredam no poema-ceia
Só rato, barata, cupim, traça(m) minha teia
A aranha mata a fome na rede
Meu poema tem a fome fiada nos milênios
Diferenças à parte,
a aranha não suporta minha indisciplina.

VENCEDOR do I CONCURSO NACIONAL DE POESIA AUDIFAX DE AMORIM, 2005, promovido pela Prefeitura de Colatina - Espírito Santo - Brasil

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