TELEGUIADO
Minhas vontades se foram,
Faço o que me mandam,
Vivo teleguiado
Por conta de falsos amores.
Destruí todos os meus desejos,
Agora me deixo levar,
Minhas crenças se acabaram,
Nem sei mais como rezar.
Estou em mãos alheias,
Elas fazem de mim o que querem,
Isso pouco me importa,
A vida está cada vez mais feia.
Já sofri por isso algumas vezes,
Hoje já nem me abalo,
O que tenho não me satisfaz,
Mas, resignado, eu me calo.
Onde deixei minha esperança?
Eu nem sei mais,
A perdi, talvez, quando criança,
Nesse tempo, também, perdi a paz.
E cresci, perdido, como um cão vadio,
Aquele que vai atrás de qualquer um na rua
E não pode ver cadela no cio,
Um verdadeiro coitado, um pulha.
E quando alguém me encontrou,
Me colocou uma coleira,
Que bem se ajustou
E ficou para a vida inteira.
Hoje não tenho vontades,
Faço o que a senhora me manda.
Em troca de uns petiscos frios
Ando por onde você anda...
Faço o que me mandam,
Vivo teleguiado
Por conta de falsos amores.
Destruí todos os meus desejos,
Agora me deixo levar,
Minhas crenças se acabaram,
Nem sei mais como rezar.
Estou em mãos alheias,
Elas fazem de mim o que querem,
Isso pouco me importa,
A vida está cada vez mais feia.
Já sofri por isso algumas vezes,
Hoje já nem me abalo,
O que tenho não me satisfaz,
Mas, resignado, eu me calo.
Onde deixei minha esperança?
Eu nem sei mais,
A perdi, talvez, quando criança,
Nesse tempo, também, perdi a paz.
E cresci, perdido, como um cão vadio,
Aquele que vai atrás de qualquer um na rua
E não pode ver cadela no cio,
Um verdadeiro coitado, um pulha.
E quando alguém me encontrou,
Me colocou uma coleira,
Que bem se ajustou
E ficou para a vida inteira.
Hoje não tenho vontades,
Faço o que a senhora me manda.
Em troca de uns petiscos frios
Ando por onde você anda...
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