POEMAS

Achei que a linguagem dos anjos fosse toda rimada
Que traduzissem seus ditos pelo universo
Através dos insanos devaneios dos poetas

Os pecados mais tenros as rimas mais ricas
Pensamentos pretensos de formas bonitas
Inspirados a ouvidos atentos e a almas seletas

Também coisas vãs como fios de cabelos
Lembranças saudade dos enamorados
Um simples passeio sob o claro da aurora
As pétalas caídas na tarde chuvosa
Um beijo na testa o olhar de relance
Apertos de mãos suspiros abraços
Coisas tolas assim qual a voz embargada
Seriam angelicais delícias feitas do nada

Mas os poemas nascem e se encaixam
Na íntima flor dos nossos sonhos
A poesia não vem dos anjos
Eles apenas as guardam de forma delicada
Para que sejam sempre amadas

Por isso parte de mim quando escrevente
Torna-me lento e desorienta por qualquer dilema
A outra metade não diferente mas desatenta
Tola se dilacera sob forma de poema
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