Depois...pode ser nunca

Depois…pode ser nunca quando o tempo judiado e inadiável
Fenecer junto aos beirados deste silêncio intrínseco e indominável
Quando no recrudescer de uma hora felina se sentencie cada segundo instável
Depois…pode ser nunca quando as palavras se desperdicem numa rima implacável
Quando a manhã banzada se despir junto aos resquícios de um lamento inimaginável
Quando as memórias circuncisem as curvas sensuais e marginais de um eco inconsolável
Depois…pode ser nunca quando duas lágrimas se aconcheguem a intrépidos uivos domáveis
Quando um promíscuo silêncio se estenda entre a derme das carícias quase intermináveis
Quando na sinagoga da esperança se dispersem mil murmúrios ali esquecidos e irrecuperáveis
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski