I-LXXXIV Jaezes de vida e morte
Perdi tudo que me deu o mundo,
corri para o fim a fim de dizer-lhes muito:
Pouco respeito, muito castigo,
por que fazer de mim perda
de um tempo infinito?
Se só perdoo para que me perdoe,
por fazer de mim mais do que pretendi quando nasci,
por sofrer estando na média, por chorar na morada,
e mal engolir a comida que é dada.
Falando assim, até soa ter sentido o que fazem por mim.
Até mostro perceber, sem querer, que meu maltrato é mais
por dizer do que por viver.
Queria ir-me sem ter que escrever, mas é ingratidão
que me puxa o chão. Pelo menos, por honestidade,
digo como as coisas são, temendo não ser digno
de um fim ainda com paixão.
corri para o fim a fim de dizer-lhes muito:
Pouco respeito, muito castigo,
por que fazer de mim perda
de um tempo infinito?
Se só perdoo para que me perdoe,
por fazer de mim mais do que pretendi quando nasci,
por sofrer estando na média, por chorar na morada,
e mal engolir a comida que é dada.
Falando assim, até soa ter sentido o que fazem por mim.
Até mostro perceber, sem querer, que meu maltrato é mais
por dizer do que por viver.
Queria ir-me sem ter que escrever, mas é ingratidão
que me puxa o chão. Pelo menos, por honestidade,
digo como as coisas são, temendo não ser digno
de um fim ainda com paixão.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Flor da Minha Memória.
Bom dia flor do meu mau dia
Suas marionetes ainda funcionam?
E a sua lábia ainda corta ?
Lembra da corda que me prendia a você, …
Roney
Você.
Só você sabe por tudo que passei pra chegar até aqui, Só você.
Só tenho você em quem confiar.
Por que você não conta algo sobre voc…
Roney
Bem-vindo.
O mundo aqui não é como você pensa Tudo mudou, Esse não é o seu lugar Até você se adaptar Você morrerá. Sua opinião aqui não conta. Be…
Roney
Girassol.
Já de manhã, consigo avistar
O sol a raiar, já tenho que desabrochar,
A mesma rotina, todos os dias sem parar
Vamos lá! …
Roney