Escrevo para que não morram as letras
Nem as andorinhas! Ambas tão precisas

Das aves para traduzir os sentidos
Das palavras que não esvoacem sozinhas
Às vésperas do poeta reuni-las

Se descuida voam sem caminho
E o céu é tão vasto tão vasto que o verso
Se não lido esmaece descabido
Do lado de fora do ninho

O poema é melhor mais tarde
Na garganta da noite
Quando precede ao vinho




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