TONTO NA VIDA

Cambaleando pela vida,
Levando alguns tombos,
Embriagado de decepções,
Copos e mais copos de mágoas.

Tonto pela vida, sem ressaca,
Não dá tempo é só cachaça.
Daquela mais vagabunda,
Cujo odor nem se disfarça.

Tenho a vista por vezes turva,
A cabeça gira a mil por hora,
Parece que já morri
Desde a última aurora.

E beijando copos do vil líquido,
Como se beijasse várias bocas,
Me entrego à tristeza
Tendo minha alma rota.

Sofrimento já não é,
Sinto que tudo está normal,
Vou trocando minhas pernas,
Sem encontrar o juízo final.

E de certo não vou morrer,
Ainda tenho muita tristeza
É preciso ainda sofrer
Dessa minha fraqueza.

Sabe mais o que me embriaga?
Te ver feliz com outro cara,
Torna minha vida bem amarga,
Tão amarga que nada sara.
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