AINDA HÁ O DITO OLHO POR OLHO
Um forte amargo na boca
No corpo grande estupor
Nos olhos uma vista fosca
O vergalho do torturador.
Um soldado lhe expõe o dorso
Para o tronco se é conduzido
Maniatado se é sem remorso
Dá-se início ao terror produzido.
Vil e vigoroso se é o algoz
Imponente, mal, e impiedoso
Desfere açoites de forma veloz
A dor atroz no íntimo nervoso.
Vergões surgem feito sulcos
Em terra fértil seca lavrada
O sangue mina em seus cursos
Misto no suor da pele dilacerada.
Instantes de trevas densas
No fraco e combalido espírito
Que gane com vozes extensas
Pela sanção do duro veredito.
Ainda há o dito olho por olho
Dente por dente, pé por pé, e mão por mão
Sem tronco ou sem ferrolho
O vergalho ainda canta funesta canção.
Erimar Lopes.
No corpo grande estupor
Nos olhos uma vista fosca
O vergalho do torturador.
Um soldado lhe expõe o dorso
Para o tronco se é conduzido
Maniatado se é sem remorso
Dá-se início ao terror produzido.
Vil e vigoroso se é o algoz
Imponente, mal, e impiedoso
Desfere açoites de forma veloz
A dor atroz no íntimo nervoso.
Vergões surgem feito sulcos
Em terra fértil seca lavrada
O sangue mina em seus cursos
Misto no suor da pele dilacerada.
Instantes de trevas densas
No fraco e combalido espírito
Que gane com vozes extensas
Pela sanção do duro veredito.
Ainda há o dito olho por olho
Dente por dente, pé por pé, e mão por mão
Sem tronco ou sem ferrolho
O vergalho ainda canta funesta canção.
Erimar Lopes.