A morte bateu a porta Turquia e Síria
Naquela tarde os passarinhos deixaram de chilrear,
só as aves voavam misteriosamente sobre a cidade,
em voos absurdos onde se escutava seu agustiado grasnar.
A cidade vestia silêncio, se sentia uma atormentada calma,
que assustava, penetrava no mais profundo da alma.
Já com o cair da noite o medo era ensurdecedor,
cães uivavam ferozmente precentindo a morte e a dor,
foram horas de aflição, gritos, tortura que teimava não ter fim.
a força da natureza não perdoa ela é assim,
forte como balas dum canhâo que não pára de mutilar,
uma região inteira, sem piedade, nem pesar.
Com o passar das horas a vida se declinava,
o frio e a neve que caía na cidade em nada ajudava,
o sofrimento era maior, deixava um país num pesar profundo,
natureza porque és assim? porque destróis o mundo?
Ao ouvir aves que entoavam cânticos tristes em desarmonia,
pequei no meu já cansado lápis e escrevi esta triste poesia.
Luzern, 15.02.2023, João Neves
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