DA FONTE DOS AMORES
I
Se alguma mulher tive diferente
Nenhuma fora semelhante a ti
Nenhuma que de fato conheci
Tão plena numa entrega permanente!
Tão cheia de integralidade em si
Pude assim desvendar sua frequente
Graça e jeito de sorrir simplesmente
Que por um privilégio percebi...
Mesmo não sendo uma mulher fatal
Mas tão predisposta a viver e amar
Duma forma gostosa e natural!
Difícil de encontrar noutra mulher
Desejo que transcende seu olhar
numa entrega tão rara de se ver!
II
Este seu jeito incomum de que emana
Da entrega dos afetos reprimidos
Liberados no amor pelos sentidos
Naturais da mulher sagitariana!
A trazer a essência da liberdade
da chama do anseio que a constitui
pela estranha loucura que possui
Almejando decerto a eternidade?!
Nesta sede de amar tão verdadeira
Movida pela força da paixão
Na alquimia do mistério e sedução.
Te despedaça e te refaz inteira
Sendo ao mesmo tempo simples e astuta
Numa sede imensa quase absoluta...
III
Que de tão incrível me cativou
Foi a maneira que tu tens de olhar
De saber pedir e saber chegar
E o aroma do perfume que deixou!
Quando nos amamos naquele quarto
Tive o prazer de te ver como vieste
Ao mundo retirando suas vestes
E largados pelo chão seus sapatos!
Enquanto nossos braços se abraçavam
Ao lado até as roupas se enroscavam
Na eterna história de amor entre nós!
Entre beijos numa química imensa
Ouvindo em meus ouvidos... tua voz!
Naquele instante em que em nada se pensa.
IV
Assim conheci tuas terras Yaman
Desfrutei do sabor de tuas uvas
De puro mel regadas pelas chuvas
Nesses confins onde pássaros cantam.
Nós dois caçávamos completamente
Nus, correndo pra pegar borboletas
Feito duas belas crianças repletas
De amor, cheias de diversão... contentes!
Mas além das terras e além dos mares
nas matas e rios, linda cabocla!
Desfrutei do néctar de tua boca.
Desse hálito bom que vindo dos ares;
Primores retratados neste poema
Comparados aos lábios de Iracema!
V
Mesmo que tenhas me deixado um dia
Sinto a saudade que me habita ainda
Vendo então que a tristeza não podia
Fazer seu ninho se fazendo infinda!
Ainda que não me quisera como antes
Muito suportei sofrendo à distância
Como um monge que possui relevância
Por tudo que me dera foi bastante?!
Mesmo que parecendo ser migalhas?
De algo que bem mais além esperei
Apenas fui seu súdito, e não rei!!
Jogaste porta à fora minhas tralhas
Depois de tanto amor me tens ferido
Quisera muito mais poder ter sido!
Se alguma mulher tive diferente
Nenhuma fora semelhante a ti
Nenhuma que de fato conheci
Tão plena numa entrega permanente!
Tão cheia de integralidade em si
Pude assim desvendar sua frequente
Graça e jeito de sorrir simplesmente
Que por um privilégio percebi...
Mesmo não sendo uma mulher fatal
Mas tão predisposta a viver e amar
Duma forma gostosa e natural!
Difícil de encontrar noutra mulher
Desejo que transcende seu olhar
numa entrega tão rara de se ver!
II
Este seu jeito incomum de que emana
Da entrega dos afetos reprimidos
Liberados no amor pelos sentidos
Naturais da mulher sagitariana!
A trazer a essência da liberdade
da chama do anseio que a constitui
pela estranha loucura que possui
Almejando decerto a eternidade?!
Nesta sede de amar tão verdadeira
Movida pela força da paixão
Na alquimia do mistério e sedução.
Te despedaça e te refaz inteira
Sendo ao mesmo tempo simples e astuta
Numa sede imensa quase absoluta...
III
Que de tão incrível me cativou
Foi a maneira que tu tens de olhar
De saber pedir e saber chegar
E o aroma do perfume que deixou!
Quando nos amamos naquele quarto
Tive o prazer de te ver como vieste
Ao mundo retirando suas vestes
E largados pelo chão seus sapatos!
Enquanto nossos braços se abraçavam
Ao lado até as roupas se enroscavam
Na eterna história de amor entre nós!
Entre beijos numa química imensa
Ouvindo em meus ouvidos... tua voz!
Naquele instante em que em nada se pensa.
IV
Assim conheci tuas terras Yaman
Desfrutei do sabor de tuas uvas
De puro mel regadas pelas chuvas
Nesses confins onde pássaros cantam.
Nós dois caçávamos completamente
Nus, correndo pra pegar borboletas
Feito duas belas crianças repletas
De amor, cheias de diversão... contentes!
Mas além das terras e além dos mares
nas matas e rios, linda cabocla!
Desfrutei do néctar de tua boca.
Desse hálito bom que vindo dos ares;
Primores retratados neste poema
Comparados aos lábios de Iracema!
V
Mesmo que tenhas me deixado um dia
Sinto a saudade que me habita ainda
Vendo então que a tristeza não podia
Fazer seu ninho se fazendo infinda!
Ainda que não me quisera como antes
Muito suportei sofrendo à distância
Como um monge que possui relevância
Por tudo que me dera foi bastante?!
Mesmo que parecendo ser migalhas?
De algo que bem mais além esperei
Apenas fui seu súdito, e não rei!!
Jogaste porta à fora minhas tralhas
Depois de tanto amor me tens ferido
Quisera muito mais poder ter sido!
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