Pelo pedúnculo da via látea

Pelo pedúnculo da via láctea a noite hasteia sua solidão inconformada
Nos céus um nubente silêncio amara junto ao caule de uma carícia enamorada
Em brilhantes estilhaços a luz explode tão intensa e pluviosamente pasmada
Pelo pedúnculo da via láctea o tempo desagua num incontrolável sussurro indignado
Pelas mãos na noite massaja-se a escuridão pousada num limítrofe eco bem trajado
Nos beirais dos céus rodopia um breu convertido num belo trovão de uivos tão, tão grados
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski