CALMO

Sou hoje cais quieto e calmo
À espera de barco para atracar

Mas já fui porto inconformado
Querendo ser barco e então zarpar
Singrar as ondas por entre as águas
Longe das margens ir navegar
Por entre as águas longe das margens
Onde o horizonte desprende o mar
E o mar revolto surpreende as pedras
E a névoa densa revela o cais

Hoje sou porto deserto e calmo
Esperando barco para abraçar

Mas já fui vento aventureiro
Enchendo as velas de algum veleiro
Fazendo a farra do timoneiro
Ventando livre sem preocupar
Velando cascos por sobre as águas
Desafiando sol e luar
Onde a saudade revela lágrima
De água salgada que enche o mar

E se hoje ainda me vejo margem
Braço de arrasto guia de cais
Logo nem mais haverá viagem
Apenas vagas por sobre o mar


psrosseto.webnode.com
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