🔵 Programa infantil para criança “de menor”
Curiosamente, se espera de um programa infantil que ele seja para crianças. No entanto, os anos 80, com reflexo nos 90, foram recheados com garotas de programas infantis que pareciam retiradas de um filme para adultos. Os programas, apesar de infantis, deveriam ser proibidos para menores de 18 anos.
O artista plástico, compositor, desenhista, escritor, educador e apresentador de televisão, Daniel Azulay, foi substituído por um punhado de loirinhas com shortinhos minúsculos e um “cardume” de ‘paquitas’. Assistir a programas infantis educativos contribuiu para que eu fosse uma criança normal, não um maníaco sexual.
O programinha educativo do artista era daquele tipo que ensina a pintar, recortar e colar. Tudo isso, reciclando embalagens. Apesar de exibir desenhos animados, ainda eram tempos de programas feitos a mão.
Entretanto, com minha incipiente formação cognitiva, eu não estava preocupado em selecionar uma programação de boa qualidade, ou seja, programas infantis educativos. Pouco me importava aprender a construir robôs com caixas de fósforos, potes de ‘Danoninho’ ou garrafinhas de ‘Yakult’. Os desenhos já cumpriam a tarefa de me manter entretido.
Um dia qualquer, ouvi uma notícia protocolar. A nota informava: morreu, de COVID-19, Daniel Azulay. As pessoas da minha idade só citavam a Xuxa (que era conhecida como a Rainha dos Baixinhos) e outros programas infantis para adultos. Confesso que me sentia “cult” por assistir a algo tão alternativo.
É um mistério como minha televisão conseguiu sintonizar o programinha carioca “underground”. Durante muito tempo, achei que só eu dava audiência para o desenhista e sua Turma do Lambe Lambe. A surpresa veio com sua morte. Aproximadamente, 40 anos depois de acompanhar à obscura atração vespertina, fiquei espantado com a considerável comoção pela sua morte. Descobri que pessoas famosas assistiam à atração e a consideravam um clássico.
Demorou, mas descobri como era grande o número de pessoas que aprenderam a fazer robôs com caixas de fósforos, potes de ‘Danoninho’ ou garrafinhas de ‘Yakult’.
O artista plástico, compositor, desenhista, escritor, educador e apresentador de televisão, Daniel Azulay, foi substituído por um punhado de loirinhas com shortinhos minúsculos e um “cardume” de ‘paquitas’. Assistir a programas infantis educativos contribuiu para que eu fosse uma criança normal, não um maníaco sexual.
O programinha educativo do artista era daquele tipo que ensina a pintar, recortar e colar. Tudo isso, reciclando embalagens. Apesar de exibir desenhos animados, ainda eram tempos de programas feitos a mão.
Entretanto, com minha incipiente formação cognitiva, eu não estava preocupado em selecionar uma programação de boa qualidade, ou seja, programas infantis educativos. Pouco me importava aprender a construir robôs com caixas de fósforos, potes de ‘Danoninho’ ou garrafinhas de ‘Yakult’. Os desenhos já cumpriam a tarefa de me manter entretido.
Um dia qualquer, ouvi uma notícia protocolar. A nota informava: morreu, de COVID-19, Daniel Azulay. As pessoas da minha idade só citavam a Xuxa (que era conhecida como a Rainha dos Baixinhos) e outros programas infantis para adultos. Confesso que me sentia “cult” por assistir a algo tão alternativo.
É um mistério como minha televisão conseguiu sintonizar o programinha carioca “underground”. Durante muito tempo, achei que só eu dava audiência para o desenhista e sua Turma do Lambe Lambe. A surpresa veio com sua morte. Aproximadamente, 40 anos depois de acompanhar à obscura atração vespertina, fiquei espantado com a considerável comoção pela sua morte. Descobri que pessoas famosas assistiam à atração e a consideravam um clássico.
Demorou, mas descobri como era grande o número de pessoas que aprenderam a fazer robôs com caixas de fósforos, potes de ‘Danoninho’ ou garrafinhas de ‘Yakult’.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
ambos & todos
muito antes do poema sujo da ponta de areia nas íris da cor creme afagando as paredes da bandeja cheia de trópico do alvoroço vindo de lo…
Darlan de Matos Cunha
cãs
sem os pés no chão as mãos no Não de todos os dias lá vai ela lá vai ele absortos ou desvairados com ou…
Darlan de Matos Cunha
Baby don't leave me
Baby don't leave Me for somebody else Because I want you to be mine For the rest of my life I want you to be happy with me Because I coul…
Aldo gabbay kraas
Brinco-de-Princesa em flor
Brinco-de-Princesa em flor
em plena Mata Atlântica
no inverno de Santa Catarina,
De noite é varandinha
para o gentil vaga-l…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski