ABRIGOS

Disse-me uma vez o silêncio
Não haver função mais bela
Que a do fazedor de palavras

Faz palavra pra cantor
Palavra pra quem nada diz
Palavra de chamar amor
Palavra chula sem valha
Daquelas que oram e curam
Dessas palavras que choram
As ofensas das malditas
Palavras que não se falam

Vive pensamentando e ri
Da lavratura da ideia
Idealizando vocábulo
Dando voz ao tagarela
Torna sonoros fonemas
Dispõe os significados
Permitindo que se escreva
Imprima e comprima no peito
A palavra certa de agora

Minha língua é aprendiz
De toda palavra dita
Nos idiomas da terra



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