A morte é nada
A morte é nada
é uma simples troca de morada
Eu apenas passei pró outro mundo,
que dizem que é a morado do defunto.
Contínuo a ser pra ti o que fostes pra mim
és meu barco da vida atracado no cais
vida onde Deus mandou-me preceder aos demais.
Trata-me como sempre me tratas-te,
fala-me como sempre me falaste.
Nunca mudes o tom da tua voz,
pra um triste ou solene clamor,
Continua rindo e falando-me de amor,
reza, sorri sempre, pensa em mim, reza comigo,
que eu rezarei aqui do meu jazigo contigo.
Fala muito de mim, mas sem realçar nada,
diz apenas que era forte como uma pedra de calçada,
O amarrilho da união não se quebrou,
só jogamos às escondias onde ninguém me encontrou.
Não estou longe de ti minha amada,
estou no fim dessa que foi a nossa estrada.
Imploro a Deus pra que fiques bem
e tu reza por mim também.
Quando a brisa soprar forte, receberás um beijo meu,
com o mesmo vento, quero sentir na minha face um beijo teu.
Até já meu amor...
Luzerna, 10.04.2023, João Neves.
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