Devolva-me Para Mim
Deixei-me ser pacato,
Sem nome nem retrato;
Não posso viver assim:
Acordei molambo de mim.
Já chega de me calar,
De ser mendigo-do-lar;
Sempre quis minha fatia,
Ainda que pouco valia.
Um querer desistindo...
Tudo me foi fugindo.
Não quero voltar atrás,
Atrás não se volta mais;
Mas agora estou afim
Disto que sobrou de mim.
Vou descer do cabide,
Ser gente que decide,
Que quer felicidade,
Que tem dignidade,
Que só quer ser aceito,
Que merece respeito.
Não quero mais agressão
Nem por palavras ou ação...
Não receber apreço
É tudo que mereço?!...
Mas de hoje pra frente
Quero ser diferente,
Eu vou querer também
As coisas que me convêm.
Eu só quero meu quinhão,
Quero comprar o meu pão,
Comer com mortadela
E achar a vida bela!
Vou retomar o rumo,
Colocar-me no prumo.
Porquê pagar pedágio
Pra viver num naufrágio?
Cada palavra, gesto...
Pra você eu não presto.
Tudo que sobrou disto
Eu entrego pra Cristo.
Se não estiver afim,
Devolva-me para mim;
Aceito devolução
Mas não briga sem razão!
paulinfantem
Sem nome nem retrato;
Não posso viver assim:
Acordei molambo de mim.
Já chega de me calar,
De ser mendigo-do-lar;
Sempre quis minha fatia,
Ainda que pouco valia.
Um querer desistindo...
Tudo me foi fugindo.
Não quero voltar atrás,
Atrás não se volta mais;
Mas agora estou afim
Disto que sobrou de mim.
Vou descer do cabide,
Ser gente que decide,
Que quer felicidade,
Que tem dignidade,
Que só quer ser aceito,
Que merece respeito.
Não quero mais agressão
Nem por palavras ou ação...
Não receber apreço
É tudo que mereço?!...
Mas de hoje pra frente
Quero ser diferente,
Eu vou querer também
As coisas que me convêm.
Eu só quero meu quinhão,
Quero comprar o meu pão,
Comer com mortadela
E achar a vida bela!
Vou retomar o rumo,
Colocar-me no prumo.
Porquê pagar pedágio
Pra viver num naufrágio?
Cada palavra, gesto...
Pra você eu não presto.
Tudo que sobrou disto
Eu entrego pra Cristo.
Se não estiver afim,
Devolva-me para mim;
Aceito devolução
Mas não briga sem razão!
paulinfantem
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