Fome das palavras
Tenho fome das palavras
Mas não delas já escritas
Enquadradas em tercenas benditas
Não! quero-as ainda a ferver
Imaturas, sem ritmo…sem o seu poder
Que as obriga o ato simples de escrever
O peso que tem cada uma delas
Contido em métricas constantes
Emparelhadas ou dissonantes
Apenas embala a minha caneta
Que em sincronismos de cinco dois três
Cria mundos e sonhos de uma só vez
Ás vezes não sei como optar
Se será bom sempre rimar
Ou seria bom por vezes prosar
Mas não sou eu quem mando
Apenas obedeço ao seu comando
Aguardando o seu sinal, ansiando
Escravo voluntário até desfalecer
Cingido ao papel, fadado a escrever
Sem puder parar, ou sem o querer
E os sonetos que agora imagino
Talhados em brocados de ouro fino
Falam novamente delas e eu desatino
Saciei a fome das palavras
Mas não a vontade de escrever
Colocá-las em linhas, o prazer de as ver
O seu andamento galopante
Que ilumina o livro mais errante
Que contextualiza o mais importante
Mas uma questão avassala-me
Nestas cenas dignas de um filme
E com a alma cega pelo ciúme
Questiono o porquê das palavras
Porque as procuro até na solidão
Quem segura e guia agora a minha mão…
Eu não sou não… sou escravo delas, pois então!
Mas não delas já escritas
Enquadradas em tercenas benditas
Não! quero-as ainda a ferver
Imaturas, sem ritmo…sem o seu poder
Que as obriga o ato simples de escrever
O peso que tem cada uma delas
Contido em métricas constantes
Emparelhadas ou dissonantes
Apenas embala a minha caneta
Que em sincronismos de cinco dois três
Cria mundos e sonhos de uma só vez
Ás vezes não sei como optar
Se será bom sempre rimar
Ou seria bom por vezes prosar
Mas não sou eu quem mando
Apenas obedeço ao seu comando
Aguardando o seu sinal, ansiando
Escravo voluntário até desfalecer
Cingido ao papel, fadado a escrever
Sem puder parar, ou sem o querer
E os sonetos que agora imagino
Talhados em brocados de ouro fino
Falam novamente delas e eu desatino
Saciei a fome das palavras
Mas não a vontade de escrever
Colocá-las em linhas, o prazer de as ver
O seu andamento galopante
Que ilumina o livro mais errante
Que contextualiza o mais importante
Mas uma questão avassala-me
Nestas cenas dignas de um filme
E com a alma cega pelo ciúme
Questiono o porquê das palavras
Porque as procuro até na solidão
Quem segura e guia agora a minha mão…
Eu não sou não… sou escravo delas, pois então!
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