o que em minhas mãos se aflora
e no corpo experimento
dura não mais que um agora
e então se desfaz no vento
mas não sem que antes traduza
de seu ínfimo momento
o infinito que o conduza
ao verso, seu monumento
para que de cada corte
reste a beleza incontida
e quando enfim me transporte
o tempo ao cais da partida,
eu leve só minha morte
e deixe aqui minha vida
e no corpo experimento
dura não mais que um agora
e então se desfaz no vento
mas não sem que antes traduza
de seu ínfimo momento
o infinito que o conduza
ao verso, seu monumento
para que de cada corte
reste a beleza incontida
e quando enfim me transporte
o tempo ao cais da partida,
eu leve só minha morte
e deixe aqui minha vida
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