És-me essa luz

És-me essa luz que afaga a alma e a solidão qual prece renovada
O mais belo clamar da maresia recostada nesta luminescência domesticada
O serenar dos murmúrios acabadinhos de adormecer numa hora quase eternizada
És-me essa luz apaziguando a derme das palavras que se revezam numa rima amnistiada
O despertar fecundo de um silêncio que chilreia algemado à manhã serena e resgatada
O felino policiar dos sentimentos bisbilhoteiros escorrendo num quilómetro de preces ponderadas
És-me essa luz entrando pelas couceiras das memórias roçagando num murmúrio ultra-revigorado
A licorosidade adocicada de uma brisa despertando num caos de imensas gargalhadas anarquizadas
O enlouquecer compadecido dos murmúrios embebedados por um axiomático silêncio capitulado
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*