🔵 Por um mundo melhor
Uma excelente notícia: fim da última aula, sexta-feira. Mas, para estragar, uma péssima informação: trabalho de Geografia, o apocalíptico efeito estufa. Por outro lado, era bom: eu teria uma justificativa nobre para ir de ônibus para o centro da cidade.
A obrigação escolar foi responsável por um dos piores ajuntamentos para pormenorizar os horrores do terrível efeito estufa. Pois, fomos à biblioteca municipal resolver mais um problema do Meio Ambiente.
Era muita responsabilidade para um grupinho de medíocres estudantes da 5ª série C com apenas 11 anos. Entretanto, como se tratava de um desastre natural que tinha o poder de dizimar o mundo, alguém tinha que fazer algo.
Uma matéria da revista Veja e alguns fragmentos de livros foram suficientes para considerar o trabalho concluído. Suspeito que todos os grupos copiaram os mesmos trechos. Nem sequer a capa escapou da falta de originalidade com o título: “Trabalho de Geografia”. O único arroubo artístico foi o desenho da capa: o nosso planeta sendo destruído. Pronto. O trabalho porco deveria ser o suficiente para somar alguns pontos, fechar a matéria e garantir a vida das futuras gerações.
No dia seguinte, eu reparei que não estava arrumando a minha cama. Aquilo não parecia justo nem compatível com a responsabilidade arrogada por um adolescente de 11 anos. No entanto, lembre-me que a mim foi confiada importância maior: salvar a Terra. Então, naquele momento calculei que minha mãe ainda poderia arcar com essas “pequenas tarefas”.
O efeito estufa caiu em descrédito, assim como organizar uma miniexcursão até a biblioteca para fazer um trabalho escolar. Hoje, tudo é resolvido com uma simples pesquisa no ‘Google’. O que nunca muda, embora troque o disfarce, é a psicose ambientalista: o que não colou como ‘aquecimento global’, foi transformado em ‘mudanças climáticas’. Ir à biblioteca era muito mais trabalhoso que ‘dar uma Google’, mas era muito mais divertido, mesmo que fosse para pesquisar algo inútil como o tal do efeito estufa.
A obrigação escolar foi responsável por um dos piores ajuntamentos para pormenorizar os horrores do terrível efeito estufa. Pois, fomos à biblioteca municipal resolver mais um problema do Meio Ambiente.
Era muita responsabilidade para um grupinho de medíocres estudantes da 5ª série C com apenas 11 anos. Entretanto, como se tratava de um desastre natural que tinha o poder de dizimar o mundo, alguém tinha que fazer algo.
Uma matéria da revista Veja e alguns fragmentos de livros foram suficientes para considerar o trabalho concluído. Suspeito que todos os grupos copiaram os mesmos trechos. Nem sequer a capa escapou da falta de originalidade com o título: “Trabalho de Geografia”. O único arroubo artístico foi o desenho da capa: o nosso planeta sendo destruído. Pronto. O trabalho porco deveria ser o suficiente para somar alguns pontos, fechar a matéria e garantir a vida das futuras gerações.
No dia seguinte, eu reparei que não estava arrumando a minha cama. Aquilo não parecia justo nem compatível com a responsabilidade arrogada por um adolescente de 11 anos. No entanto, lembre-me que a mim foi confiada importância maior: salvar a Terra. Então, naquele momento calculei que minha mãe ainda poderia arcar com essas “pequenas tarefas”.
O efeito estufa caiu em descrédito, assim como organizar uma miniexcursão até a biblioteca para fazer um trabalho escolar. Hoje, tudo é resolvido com uma simples pesquisa no ‘Google’. O que nunca muda, embora troque o disfarce, é a psicose ambientalista: o que não colou como ‘aquecimento global’, foi transformado em ‘mudanças climáticas’. Ir à biblioteca era muito mais trabalhoso que ‘dar uma Google’, mas era muito mais divertido, mesmo que fosse para pesquisar algo inútil como o tal do efeito estufa.
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