SEM PALAVRAS

Eu começo um poema
Quase sem palavras
E os versos formam
Sobre a folha nua
Como fosse tela
Aguardando cores
Nos carinhos dos pinceis
Compondo a pintura

Algo me inspira
Incendeia rimas
Acaricia a textura
Traça a língua nos lábios
Aprontando beijo
Molhando-os
Oleados

O desejo atrai
Deixa rastos
Insinua

Contudo
Quando encerro a estrofe
Exausto do êxtase
Vejo-me de novo
Mudo
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