O Crepúsculo do Conhecido: Um Diálogo com a Morte
Fui apresentado à morte e sua imensa porta,
Um vislumbre não desejado,
No corredor infinito, a deslumbrante alvura da eternidade, essência do vazio impregnando minha existência.
A Morte, fria, como vento de inverno, aproximou-se e murmurou,
Sua voz, um cristal glacial:
"Ó jovem andarilho, este é o crepúsculo de tua existência,
Tua jornada, um pergaminho desgastado, agora sem retorno."
Repliquei: "Sinto o frio do medo que me invade",
E a Morte indagou: "Por quê, por que temer?"
"Não conheço o aroma do desconhecido,
Que está além desta porta, não posso perceber."
"Em breve sentirás sua fragrância" - disse a Morte,
Com um sorriso largo, sem piedade.
"Por que o medo te abala, por que te domina?
Não estás só, estou aqui, aceita a realidade."
E então, com um toque mais leve que penas,
Conduziu-me ao desconhecido, sem olhar para trás.
Fechei os olhos e caminhei,
Envolvido no silêncio do infinito a me abraçar.
Não sei por quanto tempo
Caminhei, ou onde fui levado.
Mas quando abri os olhos,
O medo havia evaporado.
Encontrava-me em um território desconhecido, uma morada transcendente, banhada por uma luz indescritível, cujo sabor evocava lembranças doces, isentas de qualquer amargura.
E a Morte, ao meu lado,
Sua mão na minha, um frio acolhedor.
Ela disse: "Este é o entardecer
De tua jornada antiga.
Este é o amanhecer
De tua nova vida."
E então, com um sorriso que parecia sádico,
Disse: "Bem-vindo à tua morada, não fuja".
E eu soube que estava em casa, mas a luz tinha um gosto inesperado de brasas.
Um vislumbre não desejado,
No corredor infinito, a deslumbrante alvura da eternidade, essência do vazio impregnando minha existência.
A Morte, fria, como vento de inverno, aproximou-se e murmurou,
Sua voz, um cristal glacial:
"Ó jovem andarilho, este é o crepúsculo de tua existência,
Tua jornada, um pergaminho desgastado, agora sem retorno."
Repliquei: "Sinto o frio do medo que me invade",
E a Morte indagou: "Por quê, por que temer?"
"Não conheço o aroma do desconhecido,
Que está além desta porta, não posso perceber."
"Em breve sentirás sua fragrância" - disse a Morte,
Com um sorriso largo, sem piedade.
"Por que o medo te abala, por que te domina?
Não estás só, estou aqui, aceita a realidade."
E então, com um toque mais leve que penas,
Conduziu-me ao desconhecido, sem olhar para trás.
Fechei os olhos e caminhei,
Envolvido no silêncio do infinito a me abraçar.
Não sei por quanto tempo
Caminhei, ou onde fui levado.
Mas quando abri os olhos,
O medo havia evaporado.
Encontrava-me em um território desconhecido, uma morada transcendente, banhada por uma luz indescritível, cujo sabor evocava lembranças doces, isentas de qualquer amargura.
E a Morte, ao meu lado,
Sua mão na minha, um frio acolhedor.
Ela disse: "Este é o entardecer
De tua jornada antiga.
Este é o amanhecer
De tua nova vida."
E então, com um sorriso que parecia sádico,
Disse: "Bem-vindo à tua morada, não fuja".
E eu soube que estava em casa, mas a luz tinha um gosto inesperado de brasas.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Lembra:
estatísticas divergem driblam os muros os óvulos o plano de ontem e o mapa pretenso do amanhã vergando a base da estrutura em a…
Darlan de Matos Cunha
pisar nas folhas secas
crocante quando pisoteio as folhas secas do quintal das cidades há uma alegria cretina de sentir com os pés as partículas se desfazendo…
Kátia Surreal
Finalmente !!! - 22/09/2026
Finalmente teve um fim
Depois de tanto sofrimento.
Foi-se a amargura por fim
Da dor que me entristeceu.
…
Armando A. C. Garcia
quem vai pelo bosque
busca-se quem se deixa vai-se pelas folhas perde-se quando é chegada a hora a noite tem o tempo que quiser os dias são escuros tudo qu…
Kátia Surreal