Perguntei ao robô

Perguntei ao robô
E ele tinha todas respostas
Ele não me dava as costas
Me senti artificial

Ele sabia
Matéria de medicina
Direito, engenharia
Compunha até um carnaval

Logo entravou
Deu pane no sistema
O robô criou dilema
Já não sabe explicar

Adão e Eva
Eles tinham umbigo?
Neste mundo estamos sozinhos?
É verde ou azul a cor do mar?

Perguntei ao robô
O que é o amor?
Quem sou eu, de onde eu vim, pr’onde eu fui
E pra onde eu vou?

Falando em Deus
Se ele é onipresente
Então, ao falar com a gente
Por que olhamos pra cima?

Ser ciência ou senciência
Pro câncer, qual a vacina?
Me responda! Qual o sentido da vida?

Tenho questões
Sobre a felicidade
O tempo tem qual idade?
Eu tenho mesmo que morrer?

O que é arte?
O que é belo e o que é feio?
O robô largou o freio
Nem quer mais me responder

Já entendi
Já sei nossa diferença
Se não sabe, a gente inventa
Sem resposta é que não dá!

Que alguém dê
Pro algoritmo algum ritmo
Disponha, dispositivo
Ainda tem muito o que inventar!
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