Sou quando digo,
mas, quando dizes não, 
sou mais.

Só minha voz me fala;
O que vem de outra boca
não me desperta.

Eu vivo em mim
e em mim sou.

Os que são por aí
nunca serão meus.

E quando eu sair, 
sairei solitário,
sem nenhum aceno,
nenhuma despedida. 

Silenciosamente invisível.

(Do livro Abstratos poéticos)
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