Dentro do meu peito
Existe um compasso de tamborim
Que insiste em me assustar
Acelerado
Quando te vê
Sorrindo para mim
Dentro dos teus olhos
Meu compasso
Quer se perder
Em amassos
E no batuque sem fim
Desse desmanchar
De cabelos
Desse enrolar
De lábios
Desse farfalhar
De pelos
Encontro e me perco
Será que um dia me acho?
Tenho
Por acaso
Um sorriso
Largo
Uma mente
Que sonha
Um coração
Pintado
Que bate
Des-com-pas-sado
Tenho por escolha
Teu úmido
Balançar
A nadar
À deriva
No meu mar
Uma volúpia
Que se disfarça
Sem graça
Maior que o mundo inteiro
Feliz
Por não guardar segredo
Deita e dorme
Que mais tarde
Os versos escorrem
Pelas minhas pernas
Bambas
Um balé
Com notas
De samba
Um corpo
Que devora
O sangue
A vida
O fim
O compasso
De quem se ama.
Existe um compasso de tamborim
Que insiste em me assustar
Acelerado
Quando te vê
Sorrindo para mim
Dentro dos teus olhos
Meu compasso
Quer se perder
Em amassos
E no batuque sem fim
Desse desmanchar
De cabelos
Desse enrolar
De lábios
Desse farfalhar
De pelos
Encontro e me perco
Será que um dia me acho?
Tenho
Por acaso
Um sorriso
Largo
Uma mente
Que sonha
Um coração
Pintado
Que bate
Des-com-pas-sado
Tenho por escolha
Teu úmido
Balançar
A nadar
À deriva
No meu mar
Uma volúpia
Que se disfarça
Sem graça
Maior que o mundo inteiro
Feliz
Por não guardar segredo
Deita e dorme
Que mais tarde
Os versos escorrem
Pelas minhas pernas
Bambas
Um balé
Com notas
De samba
Um corpo
Que devora
O sangue
A vida
O fim
O compasso
De quem se ama.
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